segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sábado, 4 de abril de 2009

Histórico do Grupo teatro Circo Tabarin

Histórico do Grupo Teatro Circo Tabarin
Artistas, amigos, colegas e amantes das artes, vindos da periferia, dos bairros e das cidades vizinhas. Assim se caracteriza o Grupo Teatro Circo Tabarin.
Apresentações na rua, praças, escolas, teatros, festas e eventos levaram esses artistas a trabalharem fora das tradicionais salas de espetáculos.
Sua primeira formação aconteceu em 1998, com apresentações de números e esquetes circenses, misturando teatro, circo e bonecos com o nome Cia Teatrinho Animado. Até que, nesta formação, se caracterizou como Teatro Circo Tabarin, com trabalhos de teatro, circo, bonecos e magia.
A experimentação e a pesquisa levaram à montagem do espetáculo para crianças “O Mágico Brincalhão” em uma associação comunitária da periferia na Zona Norte de Porto Alegre, que circulou por várias cidades do sul do País e fora dele, participando do Festival Internacional de Teatro de Bonecos em Caxias do Sul/RS, do Festival de Ilusionismo na Argentina, e do Festival de Teatro de Rua na Colômbia. O espetáculo “O Mágico Brincalhão” completou 10 anos em 2008.
Em 2002, em projeto em prol da Casa do Artista Riograndense, o grupo foi convidado a apresentar no Teatro São Pedro o número “Mr. Magic Clown em O Bêbado”, criado em homenagem a Charles Chaplin.
Em 2003 encarou a remontagem de “Programa de Índio”, inspirado nos antigos shows de cabaré. O comando e a criação do espetáculo foi do ator e carnavalesco Sergio Di Tanger.
No dia do teatro e do circo (27 de março de 2007) realizamos “O Mágico Fanfarrão Dr. Tabarin”, no projeto arte SESC.
Em 2008, em homenagem à pornô-chanchada, levamos para o “Festival de Teatro Porto Verão Alegre”, com atores e transformistas, a revista “Procura-se uma Mona Que Não Sofra de Estrelismo”.

Quem foi tabarin

Quem foi tabarin?

Ainda que o nome de tabarin tenha ficado celebre e que o personagem, sua, lenda suas obras e as infinitas transformações de seu chapéu continuem a viver na imaginação de seus poucos documentos relativos à sua pessoa e vida.quando se estudam as origens do teatro cômico logo se verifica como estão entremeados com a história dos charlatões nômades vendedores de ungüentos e de elixires vendedores de poções pomadas antídotos panceias chás e ervas pos para vermes pos em licor para do-de-dente remédio para cólicas e enjôo ungüento para eczema ou para o mal-de-napoles. Para atrair comprador e colocar a mercadoria eles recrutavam verdadeiras trupes de farsantes e de músicos, corriam os quatro cantos da Europa sobre tabalados facilmente transportáveis, indo das feiras as cidades das cidades as aldeias em espetáculos que certamente não foram estranhos a formação do gênio de moliere e da comedia clássica.Eram eles, entre outros: Jerônimo Ferranti, ajudado por quatro tocadores de violino e um palhaço chamado Galinette de grattelard, autor e interprete da Farsa dos corcundas; barry, assistido de colombina e da la morini e de Trivelin, seu filho, dançarino de cordas na troupe de quem segundo o autor de Elomire hypocondre , moliere pensou em se engajar como palhaço e comedor de cobras, Cristóvão confugi e sua companhia de farsantes onde ele tinha o pael do capitão spacamone o Emipirico Francisco Braquetti possuia uma excelente troupe dos gelosi e fe-la representar em lyon por sua conta etc...etc...Ora, mais ou menos no ano 1620 um charlatão (x) conhecido pelo nome de Mondor veio armar seu tablado de venda na praça Dauphine, mondor formara uma companhia em que ele prorpio a exemplo de confugi representam o papel de Rodomonte. Uma gravura de Abraham Bosse nos mostra Mondor arregando em cima dum tablado a sua clientela e cercadoi de seu pessoal.A questao e de se saber se os associados representavam a comedia para movimentar o comercio de drogas ou se o comercio de droga existia apenas para fazer viver a comedia. Nos teatros de nossos dias ( e mesmo no teatro de Guignol, na França ), há o que se chama de negócios anexos: venda de caramelos, pastilhas, bebidas, e a cortin e cartazes, projeções publicitárias, publicidade no programa ou no hall. Às vezes é o que há mais e paga a vida dos artistas.... As drogas de mondor eram negócios anexos ou era a comedia?Eis nosso TABARIN em ação, coberto com seu célebre chapéu de transformações, envolvido no seu tabar (de tabarro - mjanto, em italiano), ao quial talvez deva o nome usando a espada de madeira (la batte), acessório obrigatório da farsa. Usa a barba em tridente de Netuno, como os palhaços italianos do fim do século XVII. Vestem-se com uma roupa de pano amarelo e verde, cores tomadas por Saganarelo em Medico a Força.TABARIN usava meia mascara? Parece. Raramente os farsantes do século XVII representavam com o rosto descoberto, salvo quando o cobriam com farinha. Ora, em parte alguma se faz referencia ao enfarinhamento de tabarin. Ao contrario, em seu Precambulo (le testemente de Tabarin) ele lega a sua mascara.Quando ao chapéu de tabarin, eis o que sabemos de acordo com os documentos tabarinicos. O chapéu de Tabarin remonta a mais antiga oringem, e era uma verdadeira materia prima, indiferente ad ommes formas. Há muitos chapeus de todas as formas. Eles caem de moda depressa. Só o chapéu de Tabarin nao passa, por que esse chapéu é unico, se acomoda, disfarça, e contrafaz, todas as formas, e pode-se chama-lo com razao de lunatico e fantastico, pois se transforma a fantasia do dono: a saber, ora em tabarin, ora em cortsao, ora em carvoeiro, ora em soldado, ora em carregador de lenha e assim por diante. em resumo, esse chapéu, manipulado e virado pelo avesso pelo seu dono esta cheio de todas as especies de perfeiçoes para contentamento de todos aqueles que vao ve-lo.Quantos atores haveria na companhia de Mondor? As farsas que publicamos em seguida indicam sete personagens: Tabarin , Pifane, Lucas, o capitao Rodamonte, Tristelin, seu cria e Francisquine. Mas parece-nos muito provavel que houvesse para anima-los apenas tres atores e uma atriz (Anne Bigot); Mondor, Tabarin, Lucas Jofflu e a mulher de Tabarin, habeis como eram em se transformar rapidamente atras do pano de fundo que servia de bastidores. A troupe comportava também musicos e um criado marroquino que guardava a caixa de remedios e entregava as poçoes, pomadas e pilulas.O espetaculo se compunha-parece-de duas partesm enquadramento a parte essencial, realista, diagamos hoje, no triste linguajar da politica dos negocios, que era a venda de drogas.Na primeira, Mondor, vestido com roupa magnifica cheia de oirnatos brilhantes falando um texto nutrido de grago e latim, com grande autoridade e serena majestade, e Tabarin uma especie de dialogo burlescoi onde se chocam trocadilhos e lazzi diversos. Tabarin formulava as questoes, advinhaçoes e problemas e dava as respostas imprevistas e engraçadas. Eram de um cinismo e duma grosseria de tal modo escatológicas que e impossível dar aqui a menor amostra.A segunda parte se compunha geralmente de uma farsa curta, análoga as representadas pelo celebre trio de farsantes do hotel de bogonha, goutier Garguille, Gros Guillaume e Guillot Gorgu, relembradas por moliere em Jalousie du Barbouille, le mededin volant, Le Fagotier e ate em Georges Dandin, Le Medein Malgre Lui e Les Fourberies de Scapin.Eram roteiros próprios para apresentar um certo numero de situações e de lazzi tradicionais próprios a desencadear a verse e o jogo verbal e corporal cômica e excitação de risos, em intima comunhão com as reações de um publico popular.Esses diálogos e farsas, tais como chegaram ate nos eram de autoria de Tabarin? Terão sido anotadas no papel por ele? Há razoes para pensar que esses textos foram redigidos por homens de letras em busca de rendosa empresa libresca, explorando a voga do farsante. Eles os redigiram de memoria nao sem antes acrescentar alguma coisa de seu. Muitas vezes emprestavam a TABARIN saídas e sátiras nas quais Tabarin não tinha a menor parte. O negocio não era novo> Havia a mesa coisa para as inúmeras obras, fantasias, imaginações, paradoxos, editados sob o nome de Bruscambille. Muitas vezes os panfletários davam os nomes de Tabatin, de gros Guillaume de Bruscambille, de turlupin e diversos farsantes conhecidos afim de esgotar seus libelos satíricos e burlescos.A primeira edição Recueil General de rencontres et Questions Tabarniques apareceu em 1622, houve uma 2 edição em 1623 depois uma 3 em 1624 aumentada de duas farsas tabarinicas estas utilizando o jogo do saco de que publicamos aqui uma versão para os ouvidos modernos e expurgada de seus excessos.Parece que o sucesso de TABARIN começou a decair cerca de 1625 e que ele deixou de aparecer nos tablados de Mondor mais ou menos pelo ano de 1630. Uma farsante chamado Padel ou Padelle, que gozava também de certa façanhas, humilhados pelo fausto desse farsante enriquecida desse tolo que com seu chapéu transformado de mil maneiras fez outros tantos tolos, o teriam morto numa caçada. Segunda outros, ele teria sido morto numa rixa de bêbados num cabaré. Segundo outros, porem teria morrido de desgosto com a infidelidade da esposa. A publicação, em 1634, dum panfleto intitulado Encontro de Garguille e de Tabarin noi outro mundo, deixa supor que ele tenha morrido nessa época.Segundo outros, Tabarin teria continuado sua carreira no estrangeiro. encontrava-se em 1659 em Viena, na troupe dirigida por ele teria estreado Dominique Biancollelli, o futuro Arlequim da comedia italiana de Paris, o celebre Dominique admirado por Luis XIV.TABARIN era italiano ou loreno? Qual ser nome de família? Era irmão de Mondor? Quem era Francisquine? E exato que era seu marido? deve-se identificar Francisquine com Anne Bigot comediante ordinária da ilha da Palais ? Essas e outras questões são discutidas pelos eruditos.Se, contrariamente ao que afirma a plaquette Clair Voyant Intervenu sur la Réponse de Tabarin (1619), o farsante da praça Dauphine não é de origem milanêsa, é certo que seu personagem, como seu nome de teatro sao dessa linhagem, entao celebre na italia. Havia um Tabarino na troupe italiana dirigida porJuan Ganassa, que veio a Paris em 1571 e que teve voga na Espanha durante os primeiros anos do reinado de Felipe II. Na mesma época houve noticia de um tabarino contratado na comedia imperial de Viena. E maurice Sand(masques et Bouffons) cita um palhaço francês do fim do XVI século chamado Tabary.Há igualmente noticia de uma companhia ambulante os comediantes de tabarin, dirigida por um certo Tabarin, que percorria a França e a Alemanha em 1659 e que se fixou depois em Viena.No inicio do século XIX em Bolonha, um dos personagens da comedia e das marionetes, se chamava Sr. Tabarin. Representava sob a mascara de velho e falava dialeto bolonhes.Segundo Emile Magne e de acordo com atos inéditos extraídos da biblioteca Nacional, Tabarin e Mondor eram irmãos e eram franceses. Eles se chamavam Antonio e Fillipe Girard Filipe, chamado Mondor, casou com a irmã de um chamado Jean Salomon cuja filha desposou Gaultier Garduille tornado assim por aliança sobrinho do irmão de Tabarin.



(x) Charlatão - homem que com palavras bonitas vende uma ma mercadoria, um tapeador um camelo de drogas, como existiam em Paris em 1623 um chamado Tabarin e um italiano de nome Mondor, que tendo montado um tablado, reuniam o populacho com musica e farsas que representavam, apos o que faziam o elogio de suas drogas.